Aíla L. Pinheiro de Andrade, nj*
Roteiro Homilético para a Solenidade de Corpus Christi
I. INTRODUÇÃO GERAL
Deus fez aliança com Israel ao libertá-lo do Egito. Esse pacto foi instituído por meio de um rito. Primeiramente, o sangue do cordeiro pascal foi derramado em substituição à vida dos primogênitos dos hebreus. Depois o rito continuou na celebração de uma refeição, a ceia pascal, memorial da libertação, celebrada a cada ano pelos filhos de Israel para atualizar aquele evento fundador e paradigmático da religião bíblico-judaica.
No Novo Testamento, Jesus faz sua última refeição juntamente com os discípulos dele. Tal refeição não é apenas o coroamento da atividade missionária de Jesus, mas o coroamento de todas as refeições que ele havia feito com os pecadores ao longo de sua vida terrestre. Conforme os evangelhos sinóticos, nos momentos finais da vida de Jesus, os comensais celebram uma ceia pascal. E nessa ceia Jesus substitui o cordeiro pascal e também se identifica com o pão ázimo e com o vinho abençoado. Jesus transforma radicalmente o significado dos elementos da ceia pascal, pois é nele que se dá a libertação definitiva e plena do ser humano. Portanto, é instaurada uma nova aliança firmada na libertação integral da humanidade. Na ceia eucarística, atualiza-se a libertação escatológica realizada por Jesus ao longo de sua vida que culminou na morte de cruz, celebrada antecipadamente nos gestos da última ceia.
II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS
1. Evangelho (Mc 14,12-16.22-26): Tomai e comei, isto é meu Corpo
No Oriente antigo, o sangue simbolizava a totalidade da vida de um ser, animal ou humano. Por isso, quando o sangue de um animal era ofertado a Deus, na verdade o que se ofertava era a vida da pessoa que fazia a oferenda.
O termo sacrifício significa “tornar sagrado”; portanto, quando o sacerdote colocava o sangue do animal sobre o altar, a vida da pessoa ofertante é que se tornava sagrada, ou seja, consagrada a Deus. A ideia de sacrifício não tinha a atual conotação de “realização de algo difícil ou penoso”, mas de santificação ou sacralização da vida.
Antes de derramar o sangue na cruz, Jesus fez de sua vida uma oferta a Deus e à humanidade. Por isso ele antecipa, no gesto profético da última ceia, o que se dará no momento culminante do dom de si mesmo, a morte na cruz. É por causa de uma vida inteira ofertada, a Deus e ao outro, que a morte de Jesus, cume dessa oferta, pode ser chamada de sacrifício. A vida inteira de Jesus é sacrifício, é uma vida consagrada, santificada. Jesus oferta a própria vida como nosso representante.
Sua obediência e fé integral nos substitui, já que não conseguimos ser obedientes e fiéis da mesma forma. Sua vida humana sem pecado nos liberta do pecado, sua ressurreição nos liberta da morte. Em tudo isso Jesus nos representa e nos substitui. Cessam daqui por diante os antigos sacrifícios de animais. O sangue, a vida ofertada da nova aliança é o que vigora doravante.
Também era comum na cultura antiga a concepção de que beber o sangue significava assumir a vida presente nele. Os povos vizinhos a Israel, na Antiguidade, costumavam beber sangue de animais porque acreditavam com isso assimilar as características do animal, como força, coragem, valentia. Por isso, o Antigo Testamento proíbe beber o sangue de animais. As palavras do Senhor: “Isto é meu corpo… isto é meu sangue”, “tomai e comei… tomai e bebei”, deveriam nos recordar de que nos compete assimilar em nossa vida as características da vida de Jesus.
Dessa forma, no Corpo e Sangue de Cristo vive e cresce a Igreja, com os fiéis continuamente se alimentando de amor, de fidelidade, de doação ao outro, de perdão e de todos os aspectos da vida de Jesus.
O Corpo e Sangue de Cristo são centro e sustentáculo da vida cristã. Por isso, quem deles se alimenta há que aceitar participar da doação de vida realizada por Cristo, em adesão à vontade do Pai e em doação ao próximo. Assim, por meio da eucaristia, os fiéis vivem o mistério da vida, morte e ressurreição de Cristo, celebrando agora a comunhão sem fim na glória eterna.
2. I leitura (Ex 24,3-8): Este é o sangue da aliança que o Senhor fez convosco
A primeira leitura descreve com detalhes o rito da aliança entre Deus e Israel. Moisés reuniu o povo, construiu um altar, mandou oferecer novilhos em holocausto e derramou metade do sangue deles sobre o altar e com a outra metade aspergiu o povo.
O termo hebraico para aliança, “berith”, significa também pacto e casamento (pacto de amor). Um pacto ou contrato, mesmo o casamento, implica a observância de certas exigências. Nesse texto que acabamos de ler, a exigência é o cumprimento das palavras proclamadas na presença do povo, a saber, aquelas concernentes ao decálogo. De sua parte, Deus se comprometeu a cumprir suas promessas, cuidando de Israel como um pai cuida do filho, suprindo-lhe as necessidades básicas e defendendo-o de todos os perigos.
O pacto bilateral da aliança no Antigo Testamento era estipulado mediante o sangue dos animais ali oferecidos em holocausto. O laço espiritual que unia o povo de Israel ao Deus da aliança era indicado pelo sangue aspergido sobre o povo.
3. II leitura (Hb 9,11-15): Cristo ofereceu a si mesmo como oferta sem mácula
A antiga aliança prefigurava a nova, ratificada em Cristo não “por meio do sangue de cabritos e de touros, mas no seu próprio sangue” (v. 12). Os sacrifícios realizados na antiga aliança, apesar da profundidade de seu simbolismo, eram inadequados para purificar a consciência e trazer a salvação.
Na nova aliança há um só sacrifício, “oferecido uma vez por todas” (v. 12) por ter valor intrínseco, infinito. Nele não há animais sendo sacrificados nem sacerdotes fazendo rituais. Oferta e ofertante se identificam no Filho de Deus humanado, o sumo sacerdote, “o qual se ofereceu sem mancha a Deus”. Essa oferta eficaz tem o poder de purificar a consciência do ser humano “a fim de servirmos ao Deus vivo” (v. 14). Já não se trata de purificação exterior, e sim interior, que transforma o íntimo da pessoa, lavando-a dos pecados para que viva em conformidade com a graça.
III. PISTAS PARA REFLEXÃO
Durante muitos séculos, foi esquecido da eucaristia o aspecto de comensalidade e refeição e superenfatizado o aspecto sacrifical do derramamento de sangue na cruz para o perdão dos pecados. Jesus foi transformado em animal de sacrifício. A celebração do Corpo e Sangue de Cristo deve chamar a atenção para o Pão e o Vinho, para a dimensão da refeição familiar onde todos estamos participando da mesma mesa.
Na reflexão deste dia, sejamos cuidadosos com as palavras, para que as pessoas da assembleia não tirem conclusões equivocadas. Jesus não é animal de sacrifício; a expressão bíblica que diz que ele é o “cordeiro de Deus” somente pode ser entendida à luz do significado do cordeiro pascal. É errado supor que Deus Pai, em vez da morte de um cordeiro na Páscoa, preferiu a morte do próprio Filho. A carta aos Hebreus afirma que o sangue de animais não tira o pecado. Deus nunca precisou disso. Mas o sangue do cordeiro pascal substituía a vida do ofertante. Na realidade, o que se dava a Deus não era o sangue, mas a vida da pessoa (da família) que realizava o rito, e entregar a vida a Deus é ter a vida renovada, liberta, sem pecado. O sacrifício do cordeiro era um símbolo dentro de um rito.
Não há necessidade de que o Filho de Deus tenha o próprio sangue derramado como condição para que Deus nos perdoe os pecados, Deus Pai não é sanguinário. Jesus é aquele que se dedica à humanidade e ao bem comum e dá início ao Reino de Deus a partir da vida dele. A vida inteira de Jesus foi de doação ao próximo, sem excluir ninguém. A vida terrestre de Jesus de Nazaré foi uma oferta total ao Pai e à humanidade. O sangue de Cristo é a vida de Cristo, o corpo de Cristo é a vida de Cristo. Nessas espécies está figurada a vida inteira de Cristo, incluindo sua morte e ressurreição. Tal vida foi uma oferta, e por isso Cristo é a humanidade ofertada a Deus, libertada integralmente do egoísmo, do pecado e da morte. Por isso Cristo nos representa, sua vida substitui a nossa. É isso que celebramos na ceia eucarística.
Nesse sentido, comungar da eucaristia é assumir a vida de Cristo na própria vida, é acolher a todos, não ter preconceitos, desamor, rancor, não praticar qualquer exclusão.
Publicado originalmente em: http://vidapastoral.com.br/roteiros/4-de-junho-corpus-christi/
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* Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje - BH), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica e lecionou por alguns anos. Atualmente, leciona na Faculdade Católica de Fortaleza. É autora do livro Eis que faço novas todas as coisas – teologia apocalíptica (Paulinas).
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terça-feira, 2 de junho de 2015
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Jesus Cristo: único mediador segundo a Carta aos Hebreus
Aíla L. Pinheiro de Andrade*, nj.
“Aos hebreus” é o título do livro bíblico. Não menciona a região onde estavam as pessoas a quem se dirige, mas podemos encontrar, a partir do próprio texto, algumas pistas sobre seus primeiros destinatários.
Os membros da comunidade de Hebreus parecem estar em boas condições financeiras (Hb 10,34). Provavelmente não eram da Igreja de Jerusalém, cujas necessidades foram socorridas pela coleta dos irmãos gentios (At 24,17; Rm 15,26-28).
O texto deixa transparecer que seus primeiros destinatários estavam seriamente contaminados por uma crise de fé ou apatia (Hb 5,11b; 6,12; 12,3. 12), com dificuldade para perseverar (Hb 3,14) e com falta de confiança (Hb 10,35). Alguns tinham abandonado as assembléias (Hb 10,25) e a fé cristã (Hb 6,4-6; 10,28-31), embora o autor recorde que ainda jovem essa comunidade suportou um “combate pesado e doloroso” (Hb 10,32): injúrias, perseguições, espoliação dos bens (cf. Hb 10,33-35), alguns cristãos foram colocados na cadeia (Hb 13,3). Além disso, havia ainda o perigo de desvio doutrinário (Hb 13,9).
Enfim, o texto fala de dificuldades internas e externas da comunidade. Elogia, porém, seu passado, afirmando ser digno de louvor: seus membros serviram os “santos” (cf. Hb 6,10) e aceitaram os sofrimentos alegremente (Hb 10,34). Esses fatos do passado são lembrados agora para estimulá-los à perseverança. Portanto, não se trata de uma Igreja de fundação recente (Hb 5,12). O autor lhes recorda os pregadores, dos quais receberam o anúncio, como já tendo concluído suas carreiras naquele momento, ou seja, já estavam mortos (Hb 13,7). Mas apesar dessa comunidade ter aceitado o anúncio há muito tempo e de ter passado por esses sofrimentos, ainda não era capaz de tirar deles a força para manter-se fiel, e está sucumbindo a uma apatia da fé (Hb 5,11-14).
Diante das dificuldades internas e externas, o autor convida os destinatários a olharem para quem suportou o maior sofrimento de todos, Jesus Cristo, o “Sumo Sacerdote”, que se sentou à destra do trono da majestade nos céus” (Hb 8,1). Isso requer uma explicitação, visto que ele não era da estirpe sacerdotal, da tribo de Levi (Hb 7,14; 8,4).
O sacerdócio de Cristo não é segundo a descendência (carne), mas de outra forma. O autor encontra na tradição de Israel um argumento fundamental: Jesus foi feito Sumo Sacerdote segundo a condição (ordem) de Melquisedeque” (Hb 6,20; Sl 110,4).
Para Israel, sacerdócio significa mediação entre Deus e o povo. Sumo Sacerdote significa único mediador. E a partir do conceito de sacerdócio como mediação, o autor de Hebreus vai tecer suas considerações.
Para quem pensa que os anjos são mediadores, escreve o autor de Hebreus que Jesus é maior que os anjos, pois esses, embora estejam junto a Deus, não são humanos, e por isso não podem ser solidários com nossas fraquezas (cf. Hb 2,5-18).
Para quem venera a memória de Moisés, tido pelos judeus como o maior mediador (Nm 12,1-8) do qual os sacerdotes dependiam (Lv 8,12), o autor afirma em Hb 3,1-6 que Moisés não passa de um servidor, só Jesus, enquanto Filho, é digno de fé, constituído à direita de Deus (Hb 1,3).
Para ser verdadeiro mediador, há que pertencer às duas realidades: humana e divina. Moisés participa da esfera humana, conhece nossas fraquezas, mas é um servidor da casa e não o Filho. Os anjos têm acesso à esfera divina, pois estão diante do trono, mas não são humanos, logo, não são verdadeiros mediadores (1,4–2,5). Assim, somente Jesus Cristo é o único mediador, em outras palavras, o Sumo Sacerdote.
Por ser o Filho, ele tem a autoridade de ter sido constituído Sumo Sacerdote por Deus, glorificado à direita do Pai. Na relação com os homens há o aspecto da solidariedade: é misericordioso, visto que por experiência própria participou das nossas fraquezas (Hb 5,7, e na Cruz – Hb 12,2).
Isto faz dele o fundamento da nossa fé. O cristão pode lançar toda a sua existência sobre esse fundamento, por duas razões: porque Cristo é o Filho de Deus constituído em dignidade; e porque nos amou a ponto de morrer por nós.
* Aíla L. Pinheiro de Andrade é membro do Instituto Religioso Nova Jerusalém. Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica. Leciona na Faculdade Católica de Fortaleza e em diversas outras faculdades de Teologia e centros de formação pastoral.
“Aos hebreus” é o título do livro bíblico. Não menciona a região onde estavam as pessoas a quem se dirige, mas podemos encontrar, a partir do próprio texto, algumas pistas sobre seus primeiros destinatários.
Os membros da comunidade de Hebreus parecem estar em boas condições financeiras (Hb 10,34). Provavelmente não eram da Igreja de Jerusalém, cujas necessidades foram socorridas pela coleta dos irmãos gentios (At 24,17; Rm 15,26-28).
O texto deixa transparecer que seus primeiros destinatários estavam seriamente contaminados por uma crise de fé ou apatia (Hb 5,11b; 6,12; 12,3. 12), com dificuldade para perseverar (Hb 3,14) e com falta de confiança (Hb 10,35). Alguns tinham abandonado as assembléias (Hb 10,25) e a fé cristã (Hb 6,4-6; 10,28-31), embora o autor recorde que ainda jovem essa comunidade suportou um “combate pesado e doloroso” (Hb 10,32): injúrias, perseguições, espoliação dos bens (cf. Hb 10,33-35), alguns cristãos foram colocados na cadeia (Hb 13,3). Além disso, havia ainda o perigo de desvio doutrinário (Hb 13,9).
Enfim, o texto fala de dificuldades internas e externas da comunidade. Elogia, porém, seu passado, afirmando ser digno de louvor: seus membros serviram os “santos” (cf. Hb 6,10) e aceitaram os sofrimentos alegremente (Hb 10,34). Esses fatos do passado são lembrados agora para estimulá-los à perseverança. Portanto, não se trata de uma Igreja de fundação recente (Hb 5,12). O autor lhes recorda os pregadores, dos quais receberam o anúncio, como já tendo concluído suas carreiras naquele momento, ou seja, já estavam mortos (Hb 13,7). Mas apesar dessa comunidade ter aceitado o anúncio há muito tempo e de ter passado por esses sofrimentos, ainda não era capaz de tirar deles a força para manter-se fiel, e está sucumbindo a uma apatia da fé (Hb 5,11-14).
Diante das dificuldades internas e externas, o autor convida os destinatários a olharem para quem suportou o maior sofrimento de todos, Jesus Cristo, o “Sumo Sacerdote”, que se sentou à destra do trono da majestade nos céus” (Hb 8,1). Isso requer uma explicitação, visto que ele não era da estirpe sacerdotal, da tribo de Levi (Hb 7,14; 8,4).
O sacerdócio de Cristo não é segundo a descendência (carne), mas de outra forma. O autor encontra na tradição de Israel um argumento fundamental: Jesus foi feito Sumo Sacerdote segundo a condição (ordem) de Melquisedeque” (Hb 6,20; Sl 110,4).
Para Israel, sacerdócio significa mediação entre Deus e o povo. Sumo Sacerdote significa único mediador. E a partir do conceito de sacerdócio como mediação, o autor de Hebreus vai tecer suas considerações.
Para quem pensa que os anjos são mediadores, escreve o autor de Hebreus que Jesus é maior que os anjos, pois esses, embora estejam junto a Deus, não são humanos, e por isso não podem ser solidários com nossas fraquezas (cf. Hb 2,5-18).
Para quem venera a memória de Moisés, tido pelos judeus como o maior mediador (Nm 12,1-8) do qual os sacerdotes dependiam (Lv 8,12), o autor afirma em Hb 3,1-6 que Moisés não passa de um servidor, só Jesus, enquanto Filho, é digno de fé, constituído à direita de Deus (Hb 1,3).
Para ser verdadeiro mediador, há que pertencer às duas realidades: humana e divina. Moisés participa da esfera humana, conhece nossas fraquezas, mas é um servidor da casa e não o Filho. Os anjos têm acesso à esfera divina, pois estão diante do trono, mas não são humanos, logo, não são verdadeiros mediadores (1,4–2,5). Assim, somente Jesus Cristo é o único mediador, em outras palavras, o Sumo Sacerdote.
Por ser o Filho, ele tem a autoridade de ter sido constituído Sumo Sacerdote por Deus, glorificado à direita do Pai. Na relação com os homens há o aspecto da solidariedade: é misericordioso, visto que por experiência própria participou das nossas fraquezas (Hb 5,7, e na Cruz – Hb 12,2).
Isto faz dele o fundamento da nossa fé. O cristão pode lançar toda a sua existência sobre esse fundamento, por duas razões: porque Cristo é o Filho de Deus constituído em dignidade; e porque nos amou a ponto de morrer por nós.
* Aíla L. Pinheiro de Andrade é membro do Instituto Religioso Nova Jerusalém. Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica. Leciona na Faculdade Católica de Fortaleza e em diversas outras faculdades de Teologia e centros de formação pastoral.
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