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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Qual é o significado dos 153 peixes em Jo 21,11?

 

Na pesca milagrosa em Jo 21, Simão Pedro contou 153 grandes peixes capturados em sua rede. Existe algum significado simbólico por trás do número 153?
“Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de grandes peixes, cento e cinquenta e três; e embora fossem tantos, a rede não se rompeu” (Jo 21,11).

Há muito tempo tem-se suspeitado de um significado mais profundo para esse número de peixes. O significado enigmático que o número possa ter comunicado aos leitores do evangelho parece ter se perdido, mas isso não impede que intérpretes faça, especulações.
 
Comentando essa passagem do evangelho, São Jerônimo relacionou o milagre dos 153 peixes com o texto de Ez 47,10: 
“Junto a ele se acharão pescadores; desde En-Gedi até En-Eglaim haverá lugar para se estenderem redes; o seu peixe, segundo as suas espécies, será como o peixe do Grande Mar, em grande número”.

O profeta estava falando sobre um rio de vida que, na era messiânica, iria fluir do Templo de
Jerusalém em direção ao Mar Morto, tornando a água salgada em água doce. E os pescadores estariam ali junto dessa água da vida, de En-Gedi a En-Eglaim, com suas redes de pesca haveria muitos peixes.
 
Essa profecia parece impossível porque essa região está no deserto da Judeia. En-Gedi a En-Eglaim são oásis, embora haja água, não há condições para peixes.
 
São Jerônimo acreditava que o milagre representava os apóstolos trazendo pessoas de todas as nações para o reino de Deus. Afinal, os discípulos deviam ser “pescadores de homens” (Mt 4,19) e o “reino dos céus é como uma rede lançada ao mar, que apanha peixes de toda espécie” (Mt 13,47).
 
Os escribas judeus responsáveis ​​por copiar os textos bíblico contavam rotineiramente as palavras e letras de um pergaminho para verificar a qualidade das novas cópias. A relação numérica que os escribas tinham com o texto escrito resultou em um campo de exegese chamada de gematria (guematria).
 
Sabendo disso, Santo Agostinho observou que o número 153 é o número triangular 17. Um número triangular é encontrado assim:
1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 + 10 + 11 + 12 + 13 + 14 + 15 + 16 + 17 = 153
 
A especulação continuou nas eras seguintes com o objetivo de descobrir alguma relação entre o número 153 e os locais próximos ao Mar Morto, mencionados em Ez 47,10, onde os pescadores lançariam redes durante a Era Messiânica. 
 
O valor numérico para a palavra Gedi (גדי) no nome En-Gedi (עין גדי) tem a soma de 17.

ג = 3

ד = 4

י = 10


O valor numérico para a palavra Eglaim (עגלים) no nome En-Eglaim (עין עגלים) tem por soma 153.
 
 ע = 70

ג = 3

ל = 30

י = 10

ם = 40

 
Alguns especuladores foram mais além. Eles pegaram o texto hebraico de Ez 47 e começaram a contar as palavras que estavam grafadas ali e tiveram a surpresa de constatar que a palavra hebraica Gedi (גדי) é a centésima quinquagésima terceira palavra do texto hebraico de Ez 47.
 
Essas relações podem ser coincidência, mas o imaginário do rio da vida que flui de dentro dos Templo, em Ez 47, inspirou outras passagens importantes do evangelho segundo João:  
“Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7,38, cf. Ez 47,1; Zc 14,8).
“Mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e logo jorrou sangue e água” (Jo 19,34).

 

 BIBLIOGRAFIA

EMERTON, J. A. The Hundred and Fifty-Three Fishes in John XXI.11. Journal of Theological Studies 9 (1958) 86-89.

GRIGSBY, Bruce. Gematria and John 21:11. Another Look at Ezekiel 47:10. Expository Times 95 (1983-84) 177-178.

 


Ir Aíla Luzia Pinheiro de Andrade é membro do Instituto Religioso Nova Jerusalém. Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje - BH), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica e lecionou por alguns anos. É autora do livro Eis que faço novas todas as coisas – teologia apocalíptica (Paulinas) e Palavra Viva e Eficaz (Paulus).



quinta-feira, 9 de julho de 2020

“A Palavra de Deus é viva e eficaz” (Hb 4,12)


15º Domingo do Tempo Comum - Ano A


Durante toda a história da humanidade, a maioria das vezes, o ser humano preferiu ignorar a vontade de Deus, deixando de acolher a revelação direcionada a todos sem qualquer acepção de pessoa. Este é o antigo escândalo, e é o escândalo moderno: muitos preferem não ver, porque estão muito focados em si mesmos, no poder, no dinheiro, nas vantagens pessoais, nas coisas triviais. Mesmo respeitando o livre arbítrio do ser humano, Deus faz a sua obra. A eficácia de sua palavra é irreversível. Pode haver atrasos, pode haver displicência, mas sua palavra terminará por fazer acontecer o mundo vindouro. Porque é palavra de Deus, viva e eficaz, realiza uma obra divina que o ser humano não pode impedir que aconteça.

É nesse sentido que Jesus oferece sua palavra ao mundo; a semente é semeada em todo tipo de terreno (Mt 13,1-23). Sua palavra é a base da comunhão entre aqueles que se deixam transformar por Deus. Jesus dá a sua palavra a todos, mas, por várias razões, ela não é aceita por alguns. Os que a acolhem  não o fazem pela força de nenhum argumento racional, mas pela profundidade de um estilo de vida totalmente transformada, vivida a partir de outros valores.

A citação do texto de Is 6,9-13 nos faz pensar sobre a situação daqueles que recusam a palavra de Deus, que é o próprio Jesus. Recusam- se a entender porque preferem sua mentira em vez da verdade de Deus. Tendo os olhos e ouvidos fechados, não aceitam o perdão que Deus lhes oferece por meio de Jesus. Mas não estamos falando sobre ateus, afinal os discípulos que ouviram a parábola do semeador também não a entenderam. Estamos falando de uma multidão de pessoas que se dizem religiosas, cristãs, e oferecem um terreno ruim para a boa semente plantada por Jesus porque se tornam desleais a Deus diante de qualquer perseguição, porque estão fascinadas pelas riquezas e ocupadas com o que é trivial, coisas próprias deste mundo. Não se trata, portanto, de ateísmo; trata-se de fé superficial que não produz frutos.

Quem acolhe a palavra produz frutos, porque ela é como a semente, possui uma força irreversível para frutificar. Produz frutos para o reino de Deus, que foi instaurado por Jesus e se plenificará no fim dos tempos. “Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem” (v. 16). Quer dizer, bem-aventurado quem se abre para a obra que Jesus deseja fazer nos corações através de sua palavra. Basta desistirmos de ser cegos e veremos o que Deus está fazendo; basta que recusemos o fechamento dos ouvidos para ouvir a vontade de Deus para nós e para a época atual; basta que abramos o coração e ofertemos um bom terreno à semeadura de Jesus, e a palavra em nós produzirá seus frutos, e Deus curará nosso mundo da violência, da intolerância, da ganância e de todos os males que deixam nosso espírito enfermo.

Muitas pessoas não acolhem a palavra de Jesus porque estão decepcionadas com o péssimo testemunho que as religiões, de uma maneira geral, têm dado ao longo da história. Houve uma época em Israel em que o povo estava cansado de ouvir profecias triunfalistas, estava impaciente, cheio de dúvidas, com crise de fé e desconfiança na palavra de Deus. As profecias pareciam receitas mágicas para soluções de problemas, havia a promessa de que Deus os tiraria do exílio, mas a cada dia que passava isso parecia impossível. A profecia de Isaías (Is 55,10-11) retrata isso. Era um contexto no qual o povo passava por todas essas dúvidas e questionamentos porque não entendia o modo como Deus agia.

O texto de Is 55,10-11 garante que a mensagem profética, ou seja, a palavra que saiu de Deus, teria resultados concretos. Nada escapa aos cuidados de Deus, e suas mais incompreensíveis decisões têm um sentido. O profeta tinha consciência de que a palavra de Deus não é neutra e não pode ficar sem produzir efeito. Isso tem sido assim ao longo da história, a qual pode ser narrada à luz da presença profunda e onipotente da palavra de Deus, manifestada em tantas vidas humanas.

A comparação da palavra com a chuva foi muito oportuna porque fez os ouvintes daquele tempo pensarem na terra prometida: era uma região cheia de desertos, mas quando caíam as primeiras chuvas, brotavam pequenas flores coloridas em todos os lugares e ainda hoje acontece dessa forma. É impossível não notar esse fenômeno em Israel; da mesma forma, é impossível não notarmos a ação da palavra de Deus e sua eficácia.

O contexto de desconfiança na palavra de Deus, na religião, e em Deus mesmo, não era algo que acontecia somente no antigo Israel, no ambiente do exílio da Babilônia no século VI aC, o mesmo se dava no contexto do ministério de Jesus e no ambiente da Igreja nascente, é o que mostra o texto de Rm 8,18-23. Essa passagem bíblica é sobre o mistério do Reino, do mundo novo que o evangelho veio nos trazer.

Não é onde se aprendem mais teorias que melhor se compreende o evangelho, mas onde a palavra de Deus, anunciada por Jesus, é aceita. Isto é, o poder de Cristo e do evangelho se mostra quando cada pessoa, livremente, se deixa transformar pelo amor gratuito de Deus. Quanto mais pessoas aderirem, verdadeiramente e não superficialmente, a Jesus, mais o mundo se transforma e o reino de Deus se plenifica.

A recusa à palavra de Deus, que Jesus veio anunciar, deixa o mundo debaixo do pecado, ou seja, sob o poder do ódio, da intolerância, da exploração de pessoas e da natureza. O mundo inteiro fica enfermo, torna-se um lugar insuportável para viver.

Por isso, Paulo afirma que a criação inteira espera ansiosamente pela conversão, pela transformação dos corações, para que este mundo se torne um ambiente de fraternidade, de acolhida ao outro, de respeito e de cuidado dispensado às criaturas.

Esse sentimento de desconfiança está presente no contexto atual, mesmo que de forma velada, lá no fundo da alma, ou no inconsciente. E essa desconfiança decorre de uma compreensão errônea sobre o modo como Deus age na história. As pessoas esperam que Deus lhes dê uma solução extraordinária e instantânea para seus problemas. Pois muitas vezes os discursos religiosos prometeram isso, e continuam prometendo. No entanto, a proposta de Deus, que foi assumida pelos profetas e, de modo pleno, por Jesus, é que a palavra se encarne na vida das pessoas, ou seja, no seu agir cotidiano.

A vida de Jesus e a proposta do evangelho parecem loucura; por isso, muitos pensam que são cristãos, mas de fato não são, porque baseiam a própria vida em “valores” que são contrários aos ensinamentos de Jesus. Somente aqueles que estão no caminho do amor podem entender o significado da cruz, da renúncia que, para o mundo, não faz sentido, porque a norma que move o mundo é o egoísmo.
A verdade do evangelho não é uma teoria neutra, abstrata, um conjunto de doutrinas vazias. A palavra do evangelho é uma força poderosa que exige compromisso de vida e conversão contínua. Não há como ser cristão e ficar em cima do muro, servir ao Deus de Jesus Cristo e servir aos propósitos do mundo, como ganância pelo poder e pelas riquezas, na adesão ao ódio e à intolerância, na recusa de receber e dar perdão e misericórdia.



Ir Aíla Luzia Pinheiro de Andrade é membro do Instituto Religioso Nova Jerusalém. Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje - BH), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica e lecionou por alguns anos. É autora do livro Eis que faço novas todas as coisas – teologia apocalíptica (Paulinas) e Palavra Viva e Eficaz (Paulus).

quinta-feira, 2 de julho de 2020

A acolhida do rei justo e humilde

Roteiro Homilético - 14º Domingo do Tempo Comum - Ano A


I. Introdução geral

No 13º domingo do Tempo Comum, anterior a este, a liturgia aborda a questão da acolhida dos enviados de Deus. No Evangelho daquele domingo, Jesus diz que “quem recebe um profeta, recebe a recompensa de profeta, e quem recebe um justo, recebe a recompensa de justo” (Mt 10,41). Na liturgia deste 14º domingo, a mesma questão é vista de outro ângulo, com um acento maior na imagem do justo e humilde. O ponto de partida já não é a figura clássica do profeta, mas a do rei justo e humilde do relato profético de Zacarias. Essa mesma imagem servirá para pensar a vida dos cristãos, segundo o espírito e o discurso de Jesus no Evangelho. Só depois disso podemos entender o canto do salmista: “Bendirei eternamente vosso nome, ó Senhor” (Sl 114).

II. Comentários dos textos bíblicos

1. Evangelho (Mt 11,25-30)

As palavras de Jesus, nesse trecho do Evangelho, parecem um tanto enigmáticas. Afinal, quais são as coisas que o Senhor “escondeu aos sábios e entendidos” e revelou aos pequeninos? A chave para compreender essa estranha palavra de Jesus se encontra nos textos anteriores a este, pois Jesus falava antes da condição de João Batista como profeta e precursor, e das reações ao ministério de João e ao seu próprio. Aqueles que, diante da vida austera de João, o julgaram endemoninhado – embora fosse reconhecidamente profeta – porque não comia nem bebia também se voltam contra Jesus, pelo motivo oposto, e o chamam de “comilão e beberrão” (Mt 11,18-19). A mesma ideia foi expressa na imagem das crianças que, sentadas na praça, não dançam quando há música e não choram quando são cantadas canções de luto (v. 16-17).

Além disso, o texto contrasta com as invectivas contra as cidades da Galileia, para onde, após seu discurso missionário (Mt 10), Jesus partiu a fim de ensinar e anunciar a Boa-nova do Reino (Mt 11,1). A censura a essas cidades se dá pelo fato de não se arrependerem, apesar de Jesus ter realizado ali a maior parte de seus milagres (v. 20). Há uma resistência a acolher os enviados de Deus. Há certo embotamento da mente para reconhecer neles a qualidade de enviados de Deus. É disso que Jesus fala quando diz que o Senhor escondeu “estas coisas” aos sábios e entendidos. Aos que assim se consideravam, não restava nada a aprender, a conhecer. Para os pequeninos, tudo é motivo de alegria e aprendizado. Só Jesus conhece inteiramente o Pai; portanto, só ele é capaz de revelar o próprio Deus e seus planos, pois Deus não pensa nem age como os humanos.

2. I leitura (Zc 9,9-10)

A primeira leitura traz o convite à alegria dos tempos messiânicos: “Exulta, cidade de Sião; rejubila, cidade de Jerusalém” (v. 9). Após o convite à alegria, à festa, vem a razão para essa alegria: a chegada do rei. Não de qualquer rei, porém. O rei esperado é justo, é salvador, é humilde e pacífico.

A imagem de um rei montado num jumento não é, primeiramente, referência à humildade, e sim à pacificidade, já que os “carros e cavalos” evocam o poderio bélico e guerreiro de alguns impérios. O texto do profeta Zacarias, contudo, vai além e diz que esse rei vai eliminar “os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém” (v. 10). Ele traz a paz, a prática da não guerra, ao interior mesmo da cidade sagrada. Após instaurar a paz em Jerusalém, também anunciará a paz às outras nações e seu domínio abarcará todo o mundo conhecido.

O profeta traça uma imagem de rei desconcertante. Um rei que não combate com carros e cavalos, que não se veste luxuosamente, que é justo em seu agir e julgar e – talvez a característica mais específica – que é salvador. Esse rei não é apenas uma antítese dos reis conhecidos até então, mas é a expressão do monarca divino.

3. II leitura (Rm 8,9.11-13)

A segunda leitura, tirada da carta aos Romanos, liga-se à primeira e ao Evangelho pela noção de receber, acolher uma vida que não se ajusta bem com a perspectiva terrena de então. Isso vem expresso, no texto, pela contraposição entre “vida segundo a carne” e “vida segundo o Espírito”. Só uma vida vivida segundo o Espírito de Deus é realmente vida. E esta nos é assegurada pela união espiritual com Jesus Cristo.

III. Pistas para reflexão

Uma primeira consideração a ser tecida tem a ver com a noção de acolhida que perpassa as três leituras: na primeira, como convite a festejar a chegada do rei; na segunda, como convite a aceitar o Espírito de Cristo como o guia de nossa existência; e, no Evangelho, como convite a acolher o “jugo” do rei humilde e manso de coração. O jugo suave de Jesus se contrapõe aos “fardos pesados e insuportáveis” que os escribas e fariseus de seu tempo impunham aos homens (Mt 23,4). Seu jugo consiste em sua interpretação e aplicação da Lei e, sobretudo, na sua capacidade de relacionar-se com Deus como Pai. Viver sob o jugo de um rei pacífico, manso, humilde não é um fardo pesado.

Uma segunda consideração tem relação com a imagem de um rei montado num jumento. Todos nós conhecemos o texto tradicional da aproximação de Jesus a Jerusalém montado num jumentinho e sendo aclamado pela multidão para, em seguida, ser rejeitado e morto em Jerusalém. Seria natural que aqui se fizesse referência a essa leitura neotestamentária, mas isso não ocorre.

A razão disso é que a liturgia deste domingo quer acentuar não a figura de Jesus, rei manso e humilde, e sim a reação da Igreja ao seu Senhor que vem.

Em toda a liturgia, o foco está na possibilidade de recusa ou de acolhida do enviado de Deus, Jesus Cristo, e de seu projeto de salvação para a humanidade. O Evangelho deste domingo tem um caráter de censura aos que endurecem o coração e não conseguem entender, perceber e reconhecer a revelação divina. Ao mesmo tempo, apresenta, em forma de prece, revelação e convite, um apelo a aproximar-se de Jesus, o rei justo, manso e humilde de coração, que tomou como projeto viver como filho de Deus.

Publicado originalmente na Revista Vida Pastoral ano 61 - número 334 - p. 43-45.

 


Ir. Rita Maria Gomes possui graduação, mestrado e doutorado em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje), onde lecionou Sagrada Escritura. Atualmente é professora na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). É membro do Instituto Religioso Nova Jerusalém, que tem como carisma o estudo e o ensino da Sagrada Escritura.