sábado, 18 de abril de 2015

Profetas e Profetismo em Chave Histórica 05 (final)

Aíla L. Pinheiro de Andrade, nj* 
(Material Didático do Curso de Extensão na Faculdade Católica de Fortaleza)

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4. Profetas após o exílio da Babilônia: Em 539 a.C., Ciro, após unir a Pérsia e a Média, conquistou a capital Babilônia e expandiu o império até o Egito e o que hoje é a Turquia. O Edito de Ciro (538 a.C) foi um instrumento para a política de colaboração espontânea.

4.1 Trito Isaías (Is 56-66): no final do exílio o entusiasmo inicial, cedeu lugar a novos erros, por isso o profeta animou a reconstrução da religião e não só da cidade e do Templo. Sua mensagem é exigente e utópica (60—61;66). Denuncia a ganância (Is 56,11) e exige a justiça (Is 56,1). É o mais aberto: para os estrangeiros (Is 56,4-6), sobre o sacerdócio (Is 61) e os eunucos (Is 56,3-4).

4.2 Ageu (חגי, festivo): a reconstrução do Templo tinha parado por 15 anos (Samaritanos, Esd 4). Quando Dario I subiu ao trono, Ageu viu uma oportunidade para recomeçar. A instabilidade das nações é um sinal do fim dos tempos (Ag 2,21-22).
4.3 Zacarias 1-8 (זכריה, o SENHOR se recorda): Depois de uma menção ao passado e de uma exortação à geração presente (Zc 1,1-6), há oito visões (1,7-6,8), uma história simbólica de Israel, e uma consolação aos repatriados. A ação simbólica da coroação de Josué (Zc 6,9-15) descreve a era messiânica do Reino de Deus.

4.5 Malaquias (מלאכי, meu mensageiro): é desenvolvido sobre três grandes temas: as faltas dos sacerdotes e dos fiéis (1,6-2,9; 3,6-12); o escândalo dos matrimônios mistos (2,10-16) e o Dia de Javé, o dia de purificação dos maus e triunfo dos justos (3,1-5.13-21). Foi Malaquias quem profetizou a vinda do novo Elias, o último dos profetas.

4.6 Abdias (עבדיה, servo do SENHOR): consiste de um capítulo: sobre a destruição de Edom (Ab 1,1-16) e a restauração de Israel (Ab 1,17-21). Este é o menor livro do Antigo Testamento.

4.7 Joel (יואל, o SENHOR é Deus): Contém duas partes: desastre agrícola (1-2) e o Dia do Senhor (3-4). Há uma profecia Messiânica, que é citada no discurso de Pedro (At 2,39).

4.8 Zacarias II (Zc 9-14): a campanha de Alexandre Magno e a destruição de Tiro são descritas em Zc 9,1-8. Em 9,13, “gregos” (Yonia) são designados como potência hostil ao povo de Deus. Assíria e Egito mencionados em Zc 9,11-12 e 10,8-11 significam simbolicamente a Diáspora inteira.

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* Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje - BH), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica e lecionou por alguns anos. Atualmente, leciona na Faculdade Católica de Fortaleza. É autora do livro Eis que faço novas todas as coisas – teologia apocalíptica (Paulinas).

quinta-feira, 19 de março de 2015

Profetas e Profetismo em Chave Histórica 04

Aíla L. Pinheiro de Andrade, nj* 
(Material Didático do Curso de Extensão na Faculdade Católica de Fortaleza)

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A Reforma de Josias: Neto de Manassés, reinou de 639-606 a.C. Com morte de Assurpanipal (632), rei da Assíria, Josias, aos 16 anos, deu fim ao culto aos deuses dos assírios. Começou reformando o Templo (2Rs 21,3), onde foi encontrado o livro da Torah (2Rs 22,8) e por isso fez a reforma religiosa pondo fim à idolatria (2Rs 22,8-13). Mencionado por Jeremias (1,2-3; 3,6).

2.7 Habacuc (חבקוק, abraço): profetizou após a queda de Nínive (612 a.C.). O profeta viu a iniqüidade a seu redor e confrontou Deus (1,1-4). O Senhor anunciou que estava erguendo os ferozes caldeus (1,5-11). Como Sendo tão santo como Deus pode permitir isso? (1,12-17). O orgulho dos caldeus será sua própria queda, mas a fidelidade do justo será sua salvação (2,1-5). A passagem de Hab 2,4 “o justo viverá pela fé” é citada em Rm 1,17; Gl 3,12; Hb 10,37-38. Também estão nos evangelhos os “ais” (Hab 2,6b-20; Mt 23,13-32). A passagem Hab 1,4–2,20 é reinterpretada em um pesher de Qumran (1QpHab).

Queda de Nínive (612 a.C.): o governador Nabopolasar libertou a Babilônia do poder assírio e se tornou rei em 626 a.C. culminando na queda de Nínive em 612 a.C. após um cerco de 2 anos. Em 609 a.C. tentando impedir que o faraó Necao ajudasse a Assíria, o rei Josias morreu em batalha (2Rs 23,28-30) perto de Meguido (1Rs 9,15.19). Em 605 a.C., Nabucodonosor da Babilônia, derrotou os egípcios em Carquemis. 

2.8 Jeremias (ירמיהו, o SENHOR autorizou ou designou): iniciou quando ainda era jovem (Jr 1,6) no 13º. ano de Josias (628 a.C.). No reinado de Joaquim profetizou sobre a queda de Jerusalém e sofreu perseguição (Jr 36,5). Suas profecias foram escritas por Baruc num rolo. O livro foi queimado pelo rei que ordenou a prisão de ambos (Jr 36,26). O livro foi reescrito (Jr 36,32). Os babilônios vieram (Jr 37,4-5), mas recuaram por causa dos egípcios. Jeremias afirmou que eles voltariam (Jr 37,7-8), isso lhe custou nova perseguição (Jr 37,15; 38,13). Ele estava na prisão quando Jerusalém foi sitiada. Os babilônios deixaram que escolhesse onde morar. Jeremias ficou com Godolias, mas foi obrigado a ir para o Egito quando o governador foi morto (Jr 43,6).

3. Profetas durante o exílio da Babilônia: Jerusalém, por vários anos, foi alvo de pilhagem dos caldeus apoiados pelos vizinhos. Nessa época o rei Joaquim (609-597 a.C) de Judá morreu e foi sucedido pelo jovem Joiakin. Pouco depois que Joiakin se tornou rei em 597 a.C., Jerusalém foi forçada a render-se ao rei Nabucodonosor. Os notáveis foram exilados na Babilônia. Sedecias foi deixado como rei vassalo. Dez anos depois, encorajado pelo faraó Apriés (Hofra, Jr 44,30), Sedecias rebelou-se contra a Babilônia (2Rs 24,20). Os babilônicos a sitiaram e a destruíram em 587 a.C. 


3.1 Ezequiel (יחזקאל, Deus fortalecerá): foi um dos judeus exilados com Joiakin (Ez 1,2). Teve um papel importante entre os anciãos (Ez 8,1; 11,25; 14,1; 20,1). Considerava-se um enviado de Deus aos exilados, para demolir a esperança da libertação de Jerusalém e aliviar a angústia face à destruição. Para mostrar que Deus não está preso à Terra de Israel. Para conscientizar da responsabilidade individual pelos pecados. 

3.2 Deutero Isaías (Is 40-55): Profetizou na Babilônia após as primeiras vitórias de Ciro (550 a.C). Por causa das palavras “consolai, consolai meu povo” é chamado o livro da Consolação de Israel. Propõe um novo Êxodo. Começa uma tendência universalista Israel é luz para as Nações e o “Servo do Senhor” é um indivíduo que incorpora o destino do povo (personalidade corporativa). Quatro “Cânticos do Servo”.

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* Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje - BH), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica e lecionou por alguns anos. Atualmente, leciona na Faculdade Católica de Fortaleza. É autora do livro Eis que faço novas todas as coisas – teologia apocalíptica (Paulinas).


sábado, 30 de agosto de 2014

Profetas e Profetismo em Chave Histórica 03

Aíla L. Pinheiro de Andrade, nj*
(Material Didático do Curso de Extensão na Faculdade Católica de Fortaleza)

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Profetas anteriores ao exílio da Babilônia (continuação)

2.3 Proto Isaías (ישעיהו, o SENHOR salva): compõe-se dos capítulos 1-39. Em 1892 o estudioso alemão Bernhard Duhm firmou definitivamente a tese de que o atual livro de Isaías foi escrito em três épocas diferentes.

A vocação do profeta é narrada no c. 6: contraposição entre o máximo da santidade (Deus) e a impureza do povo. Judá é como uma vinha bem cuidada e que não produz os frutos esperados (c.5). Contra a situação de idolatria e injustiça virá o Dia do Senhor, quando todas as nações irão a Jerusalém (c.2, mesmo tema de 25,6-9 quando se menciona o pano sobre as nações).  Isaías profetiza contra a atitude de Acaz em fazer aliança com a Assíria para resistir à coalizão (o sinal do Emmanuel, c.7). Ezequias, o filho de Acaz, depois de adulto, rebela-se contra a Assíria e faz uma aliança com o Egito (2Rs 18,7-8.13-37; Is 36-37), fato que é criticado por Isaías.

A queda de Samaria (722 a.C.): Com o fim da coalizão siro-efraimita, Síria passou a província e Israel se tornou vassalo da Assíria. Quando Teglat-Falasar III foi sucedido por Salmanasar V, o rei Oséias, de Israel, rebelou-se e deixou de pagar o tributo. Samaria foi sitiada e destruída, os que sobreviveram foram deportados (2Rs 17,3-6). Sargão II, filho de Salmanasar, fez a troca de populações (2Rs 17,24), dando origem a um povo miscigenado e a uma religião sincrética (2Rs 17,33). Era o fim das 10 tribos.

2.4 Miquéias (מיכה, quem é semelhante ao SENHOR?): Os pecados de Israel e de Judá que provocaram a ruína de Samaria e se não houver conversão acontecerá o mesmo a Jerusalém. Deus vai reunir o “resto” de Israel (Mq 2,12). Esse tema já havia sido tratado por Amós como uma possibilidade (Am 5,15). Para Is 4,3, “resto” será de Judá apenas. O “resto” será apascentado pelo “broto” de Jessé (Is 11,1; Mq 5,1), que será como um leão e as nações como um rebanho (Mq 5,7).

2.5 Naum (נחום, Consolação): Sua profecia é nacionalista. No apogeu do império assírio, pois tinham saqueado vários povos, Naum prometeu a completa destruição de Nínive, a grande cidade, centro da civilização e do comércio mundial, mas sangrenta e cheia de mentiras e roubos (Na 3,1).

2.6 Sofonias (צפניה, o SENHOR ocultou): começou a profetizar no início do reinado de Manassés (686-642 a.C.), talvez o mais ímpio dos reis de Judá, seguiu o modelo terrorista da Assíria e cultuou os deuses daquele império (2Rs 21,5), sacrificando o próprio filho em holocausto (2Rs 21,6). A mensagem central de Sofonias é o Dia do Senhor como purificação ou Dia da Ira (2,1-3). Influenciou a pregação da Idade Média sobre o juízo final.

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* Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje - BH), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica e lecionou por alguns anos. Atualmente, leciona na Faculdade Católica de Fortaleza. É autora do livro Eis que faço novas todas as coisas – teologia apocalíptica (Paulinas).

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Profetas e Profetismo em Chave Histórica 02

Aíla L. Pinheiro de Andrade, nj*
(Material Didático do Curso de Extensão na Faculdade Católica de Fortaleza)

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2. Profetas anteriores ao exílio da Babilônia: 

2.1. Amós (עמוס, fardo): nasceu no reino de Judá, mas profetizou em Israel (Am 7,15), no tempo do rei Jeroboão II (783-743 a.C.), numa fase de prosperidade política e econômica, luxo e esplender, mas também de injustiças e culto vazio.

Para Amós não há tanta diferença entre Israel e as nações, pois se estas cometem crimes de guerra, as autoridades à frente do povo de Deus cometem injustiças. Por isso o Senhor julgará a todos. O livro se divide em 3 partes principais: oráculos contra os povos (1-2); oráculos contra Samaria (3-6) e visões de advertência, sobre a proximidade do julgamento e sobre a restauração (7-9).

A existência de injustiças sociais significava a corrupção nos julgamentos: Am 6,12. A religião verdadeira somente é possível quando a vida está vinculada a princípios morais. O culto só tem sentido se as pessoas viverem o que celebram.

2.2 Oséias (הושע, salvação): do Reino do Norte, onde exerceu o ministério, pois não houve mudanças após a pregação de Amós. O livro se divide em duas partes: simbolismo da família de Oséias (1-3); exortações e misericórdia (4-14).

Podemos resumi-lo em: traição, castigo, arrependimento (de Deus), perdão e restauração. Israel não era noiva virgem no Egito, esqueceu o marido, enquanto este lhe preparava uma casa. marido aceitou-a e mesmo assim ela o traiu novamente. E novamente foi acolhida.

Coalizão Siro–efraimita (734 a.C.): Foi uma aliança política entre Síria (ou Aram, capital: Damasco, rei: Rasin) e Israel (ou Efraim, capital: Samaria, rei: Facéia) contra a Assíria (capital: Nínive, rei: Tiglate-Pileser III ou Teglat-Falasar III) e sua política expansionista. Síria e Israel combateram contra Judá (capital: Jerusalém, rei: Acaz).

Acaz pediu ajuda a Assíria (2Rs 16,5-9), que conquistou Israel, restando apenas Samaria, finalmente tomada em 722 a.C. Como preço pelo auxílio da Assíria, Judá perdeu sua independência, Acaz teve que prestar culto, aos deuses assírios e pagar pesados tributos, o que resultou num aumento de impostos sobre o povo (2 Rs 16).

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* Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje - BH), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica e lecionou por alguns anos. Atualmente, leciona na Faculdade Católica de Fortaleza. É autora do livro Eis que faço novas todas as coisas – teologia apocalíptica (Paulinas).

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Profetas e Profetismo em Chave Histórica 01

Aíla L. Pinheiro de Andrade, nj* 
(Material Didático do Curso de Extensão na Faculdade Católica de Fortaleza)




1. Terminologia

O termo “profeta” provém do grego prophetes (προφήτης) e designa as pessoas que tem a missão de anunciar, comunicar, tornar pública uma mensagem.

Nabî (נביא) é usado mais de 300 vezes para o que chamamos profetas. Trata-se de uma forma passiva do verbo naba' (נבא)significando “o chamado”, isto é, aquele que recebeu uma vocação para ser porta-voz da palavra divina. A ação do profeta depende, fundamentalmente, de um impulso externo de origem divina, não é fruto de sua própria iniciativa. Esse termo tinha uma conotação negativa, por isso o primeiro a se identificar como profeta foi Jeremias (Jr 1,5). Amós recusa-se a ser enquadrado nesta categoria (Am 7,14).



Ro'eh (ראה), derivado do verbo ra'ah, significando “aquele que vê”. De acordo com 1Sm 9,9 “antigamente, em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia: Vinde, vamos ter com o vidente (ro'eh); porque ao profeta (nabî) de hoje, antigamente, se chamava vidente (ro'eh)”. Era alguém capaz de conhecer coisas ocultas e que era consultado a troco de algum dinheiro (1Sm 9,7-8). Exemplos: água amarga (Ex 15,23-25), as jumentas de Cis (1Sm 9,3-9); sopa envenenada (2Rs 4,38-41).

Chozeh (חוזה), aquele que tem visões (chazon, חזון) extáticas ou que as interpreta. Gad, na corte de Davi, é designado como “visionário de Davi” (2Sm 24,11). Sua função era aconselhar o rei a respeito de sonhos e visões.

Profetas da corte: atuam como conselheiros do rei, em cujo nome consultam a Deus a respeito de seus empreendimentos. Este tipo de profetismo, com muita facilidade, tornava-se corrupto, mais preocupado com o que podia agradar ao monarca e não com a autêntica vontade de Deus.

Profetas cultuais: atuavam nos santuários espalhados pelo país, a quem o povo consultava a exemplo dos oráculos da tradição grega (oráculo de Delfos). A associação do sacerdócio com o sacrifício é posterior, no final de um longo processo histórico. Nos primeiros tempos se acentuava mais as funções oraculares dos sacerdotes (1Sm 2,28). O povo ia a eles principalmente “para consultar a Deus” (Dt 33,8-10), ou seja, para saber a vontade divina para casos concretos.

urim e o tumim eram os instrumentos usados na consulta (1Sm 23,6-12), eles eram guardados no peitoral preso ao efod (Ex 28,28-30). Também há o caso mencionado em Os 4,12 (significado incerto de 'ets (עץ) que pode ser madeira, pedaço de madeira, árvore, forca). O livro dos juízes menciona o “carvalho dos adivinhos” (Jz 9,37) e 1Cro 14,14-16 fala sobre os “passos do SENHOR sobre a copa da amoreira”.

Filhos de profetas (בני הנביאיםbene ha nebiim (1Rs 20,35; 2Rs 2,3.5.7.15; 4,1.38; 5,22; 6,1; 9,1. Am 7,14). Elias e Eliseu são apresentados em estreita relação com as comunidades de profetas.
Êxtase: Podia ser provocado por meio de música e dança (1Sm 10,5-6; 1Rs 18,26ss). O profeta com fama de louco: Os 9,7. Nem todo “maluco” é profeta: Jr 29,26.

Fórmula de mensageiro: típica da pregação profética e tirada da linguagem diplomática do Oriente Próximo – “Assim fala o SENHOR”, “Palavra do SENHOR”, “Oráculo do SENHOR”.
Querela jurídica (ריבrib): os profetas apontavam os atos concretos onde o pacto fora rompido A denúncia fundava-se na invocação das cláusulas da Aliança (Os 4,1; Mq 6,1-2).

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* Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje - BH), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica e lecionou por alguns anos. Atualmente, leciona na Faculdade Católica de Fortaleza. É autora do livro Eis que faço novas todas as coisas – teologia apocalíptica (Paulinas).